14.6.07

O ruído do silêncio



Silêncios contrangedores...quem não sabe o que é entrar num elevador com gente que nos é estranha?Quase que não respiramos, para ninguem sentir se quer um pouco do bafo do cigarro que fumamos, mesmo até as portas do elevador se abrirem. Para não sentirem aquela cervejinha fresquinha que tomamos com os amigos depois de um dia de trabalho árduo (não vão as outras pessoas pensar que afinal sou um bêbado).

Acho que todos nós precisamos de ter momentos de silêncio...
Como ir á praia, deitarmo-nos numa toalha limpinha, uma ligeira brisa para o corpo não aquecer em demasia, fechar os olhos e relaxar... ter silêncio.
Só que ao fim de uns tempos, deparamos que afinal o barulho das ondas até se torna repetitivo e começa a atormentar o grão de areia do nosso cérebro.
E depois vêm os gritos... pois os gritos do homenzinho do "olha ó gilado", "há frutóóóóóó chicolate", "cooooca cola fresca" e claro "olha a bola de berlim". Parecem que passam de 5 em 5 minutos só para chatear.
O campo é bom para ter silêncio, podermos deitar-nos na relva e desfrutar do silêncio...
Silêncio? O piar dos pássaros já nos guincham êcos agudos pelos tímpanos, o bater das folhas com o vento leva-nos á loucura.
QUERO SILÊNCIO!!!!
Pergunto, o silêncio existe? E se o encontrarmos será que mesmo assim seria total? Nunca o seria porque mesmo assim era o cérebro que nos traia, ouvíamos aquela voz interior, aquela que volta e meia fala connosco.